Blog do Wallace
Sobre o palco patrocinado pela Prefeitura, depois de rastejarem aos pés do poder público por várias e extensas reuniões, o Auto de Santa Rita teve sua abertura diferenciada este ano. Com o desabafo da realidade que viveram este ano, os artistas de Santa Cruz expressaram apenas o sentimento muitas vezes abafado pelo medo.
Apesar dessa onda de divergências, é momento de Paróquia, Prefeitura e classe artística procurarem a melhor saída para essas diferenças, quando o melhor é abrir espaços para diálogo com os artistas, que sofreram em busca de apoio para o Auto neste ano.
Levar o Auto para a Paróquia não é o melhor caminho. A cultura de Santa Cruz pertence a todos, não é exclusivamente um patrimônio de uma instituição. O espetáculo segue para seu fortalecimento, assim como outros pelo Estado, e fechar suas fronteiras da imensidão do conhecimento artístico para os limites dos religiosos pode ser não muito saudável, assim como foi quando uma equipe da Fundação José Augusto, no Governo passado, importou um espetáculo sem conhecer a realidade cultura de Santa Cruz e do Trairi.
Sociedade e autoridades públicas precisam caminhar juntas, que esse desabafo serva de ensinamento para que o povo tem voz e opinião, mesmo talvez não sendo compartilhada em sua unanimidade… mas para quê? Toda unanimidade é burra mesmo.
Paróquia e Prefeitura como entidades públicas, que atendem e acolhem um público, uma parcela da sociedade, deveriam ouvir melhor essas opiniões divergentes, que as vezes pode ferir, mas que muito ensinam e fazem crescer esta democracia.
O momento não para repressões, mas para dar a volta por cima e resgatar nossa identidade e fazer da cultura santacruzense uma joia valiosa do seu povo.
Eu penso desse jeito, mas como vivo numa democracia… respeito e aceito opiniões divergentes da minha. Cristo também é democracia!

O padre se refere que os artistas são gananciosos, mas vamos refletir...Porque será que a festa social não é aberta ao público? Pq o padre fica na novena se pronunciando que o jantar de Santa Rita está a preço de banana? Na verdade era pra ser aberto ao público, para que as pessoas mais carentes não fiquem de fora. Este dia tivemos o manifesto dos vendedores do Auto de Santa Rita, os mesmos alegaram que o Padre pediu p eles descer, favorecendo assim, a venda na lojinha da paróquia. Ele se refere que conseguiu lanche com a panificadora Seridó para os artistas, o mesmo deveria ter tirado do dinheiro da paróquia e não correr atrás de nada. E "emprestou" p o espetáculo R$1000,00 será que esse valor resolve os problemas de todo o espetáculo? Com "todo" esse dinheiro da pra fazer compra dos tecidos, aluguel do palco e etc.(rsrs) Fico pensando, pq os padrinhos nas noites de novena não são pessoas comuns e sim deputados, vereadores, senadores, ministros? Me parece mais com uma reunião política. Será que Santa Rita se agrada disso? Ora Sr. Padre faça-me o favor, reflita antes de falar em ganancia.
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